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domingo, 4 de março de 2012

em cachoeira do piriá, Mina de ouro repousa sob a pobreza

Há aproximadamente dois séculos, levas de aventureiros se revezaram por algum tempo em temporadas quase sempre breves na região de Cachoeira, uma área inóspita e na época pouco habitada do município de Viseu, próximo à divisa com o Maranhão. Eles não se demoravam ali por lazer. Eram faiscadores de ouro, garimpeiros em trânsito, aventureiros movidos pela ilusão da riqueza fácil.
Mas só garimpeiros? Nos primeiros tempos, sim. Depois deles, entretanto, vieram as mineradoras, empresas organizadas. Mas elas também não criaram raízes. A primeira foi a canadense Brascan, que lá chegou em 1954. Depois dela vieram várias outras, todas também meio que de passagem, e entre elas, como ocorreu sempre ao longo dos últimos dois anos, novas levas de garimpeiros, sazonalmente na busca de ouro. Agora, está lá a décima empresa de mineração.
Cachoeira, que durante muitas décadas não passou de um simples garimpo, às vezes rústico e hostil, às vezes semiabandonado, começou a mudar sua história a partir da década de 1990. Em 1995, mais precisamente o antigo vilarejo que foi se formando ao longo dos anos, e já então elevado à condição de vila, obteve finalmente a sua emancipação político-administrativa. O antigo distrito de Viseu transformou-se em município e a partir daí ganhou vida própria.
Desde então, Cachoeira do Piriá cresceu bastante. Sua população hoje é estimada em perto de 28 mil habitantes. Mas é uma população pobre. O mais recente diagnóstico social lá realizado concluiu que a taxa de analfabetismo no município é de 76%, o índice de pobreza chega a 49,7%, o rendimento médio da população é de R$ 196,53, sendo o último censo do IBGE, e 40% das famílias dependem do Bolsa Família. Cachoeira do Piriá rivaliza também com alguns municípios do Marajó na lista dos que têm o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano – lá, de 0,551 – de todo o Estado.
De tudo isso, de certa forma já se sabia, inclusive a própria população local. Mas agora já existem fatos novos que poucos conhecem. Por exemplo: parte da população pobre de Cachoeira do Piriá vive literalmente sobre um depósito subterrâneo de ouro. E mais: exatamente por estar em cima desse depósito, uma parcela dos moradores da cidade vai ter que deixar o local e ser remanejada para outra área. Com direito a indenização justa, obviamente.
fonte:jornal diario.

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